Município discute fluxo de pacientes entre Brasil e Paraguai, cadastros e financiamento da assistência diante da realidade transfronteiriça
A Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu ampliou o diálogo com órgãos estaduais e federais para discutir os desafios enfrentados pela rede pública de saúde em uma cidade que recebe diariamente demandas relacionadas à circulação de pessoas entre Brasil e Paraguai.
As tratativas envolvem o Ministério da Saúde, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Entre os assuntos discutidos estão o fluxo e o transporte de pacientes, os encaminhamentos entre os sistemas de saúde dos dois países, a regularidade dos cadastros e a necessidade de dimensionar com maior precisão a demanda transfronteiriça.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o trabalho já vinha sendo desenvolvido antes da circulação recente de vídeos nas redes sociais relacionados ao acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) por pessoas que vivem no Paraguai.
Vídeos também foram encaminhados para análise
A administração municipal informou ter tomado conhecimento de vídeos divulgados por empresas paraguaias que oferecem serviços relacionados à obtenção de documentação brasileira e fazem referência ao acesso ao SUS.
O conteúdo foi encaminhado aos órgãos competentes para conhecimento e análise. A Secretaria ressalta, porém, que os vídeos, isoladamente, não permitem concluir que exista crime ou fraude. Eventuais irregularidades precisam ser apuradas pelas autoridades responsáveis.
A situação também envolve a própria característica da região de fronteira, que possui mecanismos legais específicos de integração e circulação entre os países.
Busca por organização da assistência
A intenção do município é construir, em conjunto com o Governo Federal, mecanismos que permitam compreender melhor a demanda atendida pela rede de Foz do Iguaçu e estabelecer fluxos mais claros para os pacientes.
A Secretaria afirma que não existe orientação para restringir atendimento com base na nacionalidade. O objetivo declarado é garantir o atendimento previsto, preservar a regularidade do SUS e buscar informações confiáveis, organização dos fluxos e financiamento compatível com a realidade de uma cidade fronteiriça.
A discussão ganha relevância porque Foz do Iguaçu exerce papel de referência regional em saúde e também recebe demandas decorrentes da intensa circulação de pessoas na Tríplice Fronteira.
Foto PMFI
Da Redação Foz 1 News


