O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) intensificou as ações de orientação e mobilização da população nos bairros que fazem parte da segunda etapa do Método Wolbachia em Foz do Iguaçu. A nova fase beneficiará mais de 140 mil moradores e reforça a estratégia de combate à dengue, zika e chikungunya no município.
Desde junho, equipes do CCZ percorrem os bairros para explicar como funciona o método, esclarecer dúvidas e incentivar a participação da comunidade. Até o dia 30 de junho, foram visitadas 8.559 residências, com orientações repassadas a 9.149 moradores nos bairros Jardim Maracanã, Três Bandeiras, Jardim Panorama e Cidade Nova. As visitas continuam nas próximas semanas.
A segunda etapa contempla 28 bairros de Foz do Iguaçu, entre eles Centro, Porto Meira, Vila Portes, Itaipu A, Itaipu B, Jardim Cataratas, Jardim Alvorada, Portal da Foz, Jardim São Roque, Três Fronteiras e Morumbi (parcial).
As ações de conscientização começaram ainda em maio, com uma pesquisa de percepção junto à população e atividades educativas em nove colégios estaduais, alcançando 5.663 estudantes. Além disso, cerca de 7 mil panfletos e 40 cartazes estão sendo distribuídos nas escolas municipais para ampliar a divulgação do projeto.
Na próxima sexta-feira (3), a Escola Municipal Rosália de Amorim Silva receberá uma atividade educativa voltada aos alunos, apresentando de forma lúdica a importância do Método Wolbachia e do combate ao mosquito Aedes aegypti.
A liberação dos chamados “Wolbitos” está prevista para começar no segundo semestre deste ano e ocorrerá ao longo de 26 semanas, acompanhada por um monitoramento para avaliar o estabelecimento dos mosquitos com Wolbachia nas áreas atendidas.
Segundo o boletim epidemiológico de 2026, Foz do Iguaçu registrou 3.146 notificações de dengue, com 28 casos confirmados e nenhum óbito até o momento.
O Método Wolbachia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia, capaz de reduzir a transmissão de dengue, zika e chikungunya. A estratégia é considerada segura para pessoas, animais e o meio ambiente e complementa as ações de eliminação de criadouros.
Foto PMFI Divulgação
Da Redação – Antena 1 Foz do Iguaçu


