A Polícia Militar do Paraná oficializou a criação do Comando de Aviação (ComAv), nova estrutura responsável por coordenar todas as operações aéreas da corporação no Estado. A medida foi formalizada por decreto e substitui o antigo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA). Com a mudança, a aviação da PM deixa de funcionar como batalhão e passa a integrar o nível intermediário de comando, com foco na ampliação da capacidade operacional, especialmente em regiões estratégicas como a faixa de fronteira.
Com sede em Curitiba e atuação em todo o Paraná, o novo comando contará com bases operacionais em Londrina e Cascavel, além da Capital, e há previsão de expansão para Umuarama. A distribuição regional busca reduzir o tempo de resposta e ampliar o alcance das aeronaves em ocorrências em áreas urbanas, rurais, no Litoral e na fronteira.
Entre as atribuições do ComAv estão o policiamento ostensivo aéreo, o apoio a operações policiais e de defesa civil, ações de busca, salvamento e resgate, transporte aeromédico, combate a incêndios florestais e o uso de aeronaves remotamente pilotadas no suporte às atividades da corporação. A centralização das operações em uma estrutura própria também fortalece o planejamento estratégico e a integração com outras forças de segurança.
O decreto estabelece ainda que o Comando de Aviação será responsável pela gestão orçamentária das atividades aéreas, concentrando a administração de recursos, manutenção das aeronaves e contratos operacionais. O efetivo, o patrimônio e os contratos anteriormente vinculados ao BPMOA foram incorporados à nova estrutura, garantindo a continuidade dos serviços sem prejuízo à população.
Segundo o comandante interino da unidade, tenente-coronel Andrey Müller Iark, a reestruturação amplia a eficiência operacional. “O Comando de Aviação mantém a missão operacional já executada e cria uma estrutura que amplia a capacidade de atuação, especialmente com a interiorização gradual das operações aéreas, o que contribui para maior alcance e agilidade no atendimento das demandas”, afirmou.
Com a nova organização, a expectativa é de reforço no policiamento aéreo em áreas sensíveis do Estado, especialmente na região de fronteira, onde o emprego de aeronaves é considerado estratégico no combate ao crime organizado, no apoio a operações integradas e em atendimentos emergenciais de grande complexidade.
Assessoria


