Obras do Campus Arandu avançam e geram mais de 400 empregos em Foz

As obras do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) avançam em ritmo acelerado em Foz do Iguaçu e confirmam a concretização de um projeto aguardado há anos. Retomada em 2023, após um longo período de paralisação, a construção está com o cronograma adiantado e atualmente gera 419 postos de trabalho.

Nesta quinta-feira (15), o diretor jurídico da Itaipu e diretor-geral brasileiro em exercício, Luiz Fernando Delazari, visitou o canteiro de obras para acompanhar o andamento dos serviços. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Itaipu, o Unops e a Unila.

Durante a visita, Delazari conheceu os três edifícios em construção: o restaurante universitário com biblioteca, o bloco de salas de aula e o prédio administrativo, que contará com 18 andares. Ele também foi apresentado ao programa de visitas técnicas, que permite a participação de estudantes e professores no acompanhamento das etapas da obra.

De acordo com Delazari, a retomada do Campus Arandu simboliza um novo ciclo para a educação no país. Assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o projeto é considerado uma de suas últimas grandes obras e reforça a importância do investimento em ensino e no desenvolvimento do Brasil.

A visita também contou com a presença da estudante da Unila e estagiária da Itaipu, Yanki Karem Barreiros da Silva. Para ela, acompanhar o avanço das obras representa a concretização de um sonho coletivo e a expectativa de melhores condições de estudo e convivência acadêmica.

O contrato da obra é de R$ 687 milhões. Segundo o Unops, a primeira etapa do campus deve ser concluída em junho de 2026, enquanto a entrega total está prevista para agosto de 2027.

Além do impacto educacional, o projeto se destaca pelas ações sociais. Atualmente, 12 pessoas do sistema prisional atuam no canteiro de obras em um programa de ressocialização, com previsão de ampliação para até 44 participantes. O contrato também estabelece que ao menos 15% das vagas sejam destinadas a mulheres, pessoas com deficiência, migrantes, jovens em busca do primeiro emprego e outros grupos prioritários.

Na área ambiental, a obra inclui medidas como o resgate e monitoramento de mais de 70 animais, a implantação de um corredor ecológico, a adoção da política de Plástico Zero, além de soluções sustentáveis como reaproveitamento da água da chuva, uso de vidros especiais para conforto térmico e previsão de instalação de placas solares.

Quando concluído, o Campus Arandu terá 94 mil metros quadrados de área construída. O maior edifício será o bloco de salas de aula, com 45 mil metros quadrados, além de vias internas e estacionamento para atender a comunidade universitária.

O andamento da obra é acompanhado por um comitê formado por representantes da Itaipu, Unops, Unila e do Ministério da Educação, que se reúne periodicamente para assegurar o cumprimento dos prazos e do orçamento.

 

 

 

 

 

Foto: Rubens Fraulini
Assessoria

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